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Tensão no TCE-AM: Conselheiro desafia vice-presidente a quebrar sigilo bancário e telefônico após discussão sobre gestão da Seduc

Redação Redação
10 de fevereiro de 2026
09:29
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Tensão no TCE-AM: Conselheiro desafia vice-presidente a quebrar sigilo bancário e telefônico após discussão sobre gestão da Seduc

Sessão foi marcada por graves acusações de Ari Moutinho contra Luís Fabian, envolvendo contratos da Secretaria de Educação e desafios de transparência patrimonial.

Da Redação Tribuna Amazônica

A sessão plenária do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM), realizada nesta segunda-feira (09), transformou-se em palco de um intenso embate entre conselheiros. O clima esquentou durante a apresentação do programa “TCE pela Educação”, liderado pelo vice-presidente da Corte, conselheiro Luís Fabian Barbosa.

O projeto, que visa oferecer suporte técnico e fiscalização preventiva nas prefeituras para melhorar os índices educacionais, foi duramente criticado pelo conselheiro Ari Moutinho. A discussão rapidamente escalou de uma divergência técnica para ataques pessoais e questionamentos sobre a probidade administrativa.

O Embate e as Acusações

Moutinho contestou a legitimidade de Fabian para conduzir o programa, relembrando sua passagem como titular da Secretaria de Estado de Educação (Seduc-AM) entre 2019 e 2021. Segundo o conselheiro, a gestão anterior teria deixado a educação do Amazonas em posições críticas nos rankings nacionais, questionando a aplicação dos recursos públicos na época.

Em tom incisivo, Ari Moutinho desafiou o colega:

“Vossa Excelência está desafiado por mim a quebrar seu sigilo fiscal, telefônico, as suas viagens. Eu quero que Vossa Excelência justifique o seu patrimônio e eu começo quebrando o meu”, disparou Moutinho, após afirmar que não respeitava o vice-presidente.

A Defesa de Luís Fabian

Diante das acusações, Luís Fabian evitou o bate-boca direto, afirmando que não utilizaria o espaço institucional para “buscar plateia”. O conselheiro destacou que as instituições democráticas e as autoridades constituídas são os canais adequados para apurar quaisquer denúncias, refutando a necessidade de expor o tribunal a tal constrangimento.

“Responderei à altura a tudo que for contra mim desvelado”, pontuou Fabian, recusando-se a aceitar o desafio naquele foro.

Intervenção da Presidência

Portanto, diante da gravidade das declarações e da escalada da tensão, coube à presidente da Corte, conselheira Yara Amazônia Lins, intervir para restabelecer a ordem. Sendo assim, a sessão teve que ser reorganizada para que a pauta de julgamentos pudesse prosseguir.

O episódio levanta debates sobre a harmonia interna da Corte de Contas e a politização das discussões técnicas, dessa forma, evidenciando as disputas de poder que orbitam a fiscalização dos recursos públicos no Amazonas

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